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Geraldo Carneiro, um imortal entre nós

Membro da ABL, Geraldo Carneiro diz que continua “com as mesmas disfunções de todos os escritores”

Roteirista e escritor consagrado é o mais novo membro da Academia Brasileira de Letras (ABL)

por Tiago Cordeiro

Eleito o mais novo membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), o roteirista e membro da Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA), Geraldo Carneiro vive uma nova realidade desde a quinta-feira (27/10), quando foi nomeado. Ao menos, para os mundos da literatura e do roteiro, onde transita há décadas. Carneiro ainda está experimentando a mudança.

“Confesso que não sei. A imortalidade, no caso, é uma metáfora.  No nível físico, pelo menos, continuo com as mesmas disfunções de todos os escritores: dores na coluna, insônia etc. Espero que, no plano metafísico, haja compensações. Mas é uma alegria e um privilégio conviver com escritores e intelectuais que admiro desde sempre”, diz o imortal da cadeira 24 da ABL, que se tornou vaga com a morte do crítico teatral e ensaísta Sábato Magaldi.

Biografia e trajetória

Mineiro de Belo Horizonte, nascido em 11 de junho de 1952, Geraldo Eduardo Ribeiro Carneiro é um artista de muitas faces: poeta, letrista e roteirista de televisão, teatro e cinema. Começou cedo na arte, influenciado pelos escritores e músicos que frequentavam sua casa. Nomes como o poeta Paulo Mendes Campos e os compositores Jacob do Bandolim e Tom Jobim.

Se a convivência musical lhe deu uma estrada marcante (foi parceiro de nomes como Tom Jobim, Wagner Tiso e Francis Hime e o argentino Astor Piazolla) como roteirista estreou em 1976, como colaborador de Bráulio Pedroso na minissérie Parabéns pra você, exibida pela TV Globo. Três anos depois, estreou no teatro com o musical Lola Moreno, em parceria com Bráulio Pedroso. Entre outras peças, escreveu Folias do coração, Apenas bons amigos (ambas com Miguel Falabella), A bandeira dos cinco mil réis e Manu Çaruê. Também assinou as traduções de mais de uma dezena de peças, incluindo duas obras de William Shakespeare: A tempestade (The tempest) e Uma peça como você gosta (As you like it).

Depois de um período na TV Manchete, voltou à Globo em 1989, onde escreveu roteiros de especiais, seriados e novelas. Entre outros trabalhos para a emissora, ele dividiu com Walther Negrão a autoria da clássica minissérie O sorriso do lagarto, adaptada do livro de João Ubaldo Ribeiro e dirigida por Roberto Talma, em 1991.

No ano seguinte, escreveu o roteiro de Elas por ela, musical estrelado por Marília Pêra, com direção musical de Gonzaguinha. Foi também responsável pela adaptação de várias obras literárias para as faixas de programação Terça Nobre e Brasil Especial.

No cinema, assinou os roteiros dos filmes Eternamente Pagu (1987), de Norma Bengell, e O judeu (1996), escrito com Millôr Fernandes, Gilvan Pereira e o diretor do filme, Jom Tob Azulay.

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